Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2024

PEC da autonomia financeira do BC recebe críticas de líder petista

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Segunda, 04 de Março de 2024 às 15:32, por: CdB

“É uma política monetária que segue ameaçando o país, mas a gente não vê uma linha de crítica na mídia sobre isso. Ao contrário, Folha dá espaço (…) para o Campos Neto defender ainda mais autonomia para o BC. Querem submeter o Brasil a uma ditadura monetária”, escreveu a deputada.

Por Redação - de Brasília
Presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR) não poupou críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá autonomia financeira e administrativa ao Banco Central (BC). Neste domingo, a parlamentar afirmou que o projeto quer "submeter o Brasil a uma ditadura monetária”.
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Presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR) representa a ala desenvolvimentista da legenda
Hoffmann afirmou, em suas redes sociais, que a política de juros “exorbitantes” é praticada pela gestão de Roberto Campos Neto, à frente do BC. A parlamentar comentou entrevista que o presidente da autoridade monetária concedeu ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP). “É uma política monetária que segue ameaçando o país, mas a gente não vê uma linha de crítica na mídia sobre isso. Ao contrário, Folha dá espaço (…) para o Campos Neto defender ainda mais autonomia para o BC. Querem submeter o Brasil a uma ditadura monetária”, escreveu a deputada.  

Projeto

Segundo a presidente do PT, o chefe do BC apoia a “taxa de juros acima da realidade, contenção do crédito e ainda aponta os salários melhores como ‘risco”. Na entrevista à FSP, Campos Neto disse que conversou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre as "preocupações" da instituição acerca do projeto que confere ampla autonomia ao BC. — A gente precisa entender se tem alguma coisa que incomoda (o governo) no âmbito da governança. Temos muito espaço de manobra para acertar isso. A PEC é um início de debate, um esqueleto, que pode ser aprimorada, mudada — afirmou Campos Neto ao jornal. Até o momento, o Palácio do Planalto tem demonstrado posicionamento contrário à PEC.  

Concursos

Desde 2021 o BC encontra amparo legal para que os diretores e o seu chefe atuem sem interferência política nas decisões operacionais, incluindo o direcionamento da Selic. De outra forma, a autarquia depende administrativa e financeiramente do Executivo. É o governo federal quem determina a realização de concursos públicos para o BC, assim como fixa seu orçamento anual. A proposta que está no Congresso amplia a autonomia do BC, tornando-o uma empresa pública. A PEC foi apresentada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), com o apoio de parlamentares da oposição e de Campos Neto.
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