Witzel modifica regras de gratificação a policiais

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Publicado Terça, 24 de Setembro de 2019 às 08:47, por: CdB

O novo decreto deixa de considerar a redução dos homicídios decorrentes de intervenção policial como uma meta estratégica para a concessão da gratificação.

Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, publicou nesta terça-feira um decreto que modifica as regras para concessão de gratificação a policiais por redução de indicadores de criminalidade no Rio de Janeiro. O novo decreto deixa de considerar a redução dos homicídios decorrentes de intervenção policial como uma meta estratégica para a concessão da gratificação.
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Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
O decreto mantém apenas os homicídios dolosos, latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de morte entre as metas de redução de letalidade violenta. Com a mudança no texto, não há mais a necessidade de se reduzir as mortes provocadas pela polícia para que a gratificação seja recebida.

Decreto

O novo decreto foi publicado menos de uma semana depois da morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, durante uma operação policial no Complexo do Alemão, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, na última sexta-feira. A Polícia Civil investiga se o tiro foi disparado por policiais militares e se havia confronto no momento do disparo. Além de retirar os homicídios decorrentes de intervenção policial do texto, o novo decreto inclui a redução do roubo de cargas como meta, ao lado dos roubos de veículos e roubos de rua.

Morte de Ágatha

O delegado da Delegacia de Homicídios da Capital, Daniel Rosa, disse na segunda-feira que os policiais militares envolvidos no caso da morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, estão sendo ouvidos na condição de testemunhas e não como suspeitos do crime. “Não havia operação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no local e os militares estavam em patrulhamento de rotina”, disse. Rosa também explicou que os depoimentos dos militares e das testemunhas do caso estão sendo mantidos sob sigilo. Segundo Rosa, a finalidade do sigilo é garantir a lisura e a seriedade “dessa investigação tão importante e tão séria conduzida pela Polícia Civil”. Os depoimentos dos PMs e de outras testemunhas foram prestados na Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca. O delegado disse que perguntas como quem atirou, de onde partiu o tiro e em qual circunstância esse tiro foi disparado serão esclarecidas ao longo da investigação. – Pontos importantes foram colhidos nos depoimentos e que há dados relevantes para se chegar a um cenário do que realmente aconteceu naquela localidade (Fazendinha). Não se descarta fazer rapidamente essa reprodução simulada no local do crime – disse. As oito armas que estavam em poder dos militares: três fuzis e cinco pistolas foram entregues hoje à polícia. O delegado disse que foram feitas duas perícias na kombi, onde a menina foi atingida. Uma no dia seguinte ao crime e outra nesta segunda-feira, na porta da Delegacia de Homicídios da Capital. Daniel Rosa disse que o utilitário está apreendido na delegacia e serão feitas novas perícias se necessário. A menina Ágatha Félix morreu após ser atingida nas costas por um disparo de fuzil quando seguia para casa de kombi na sexta-feira, na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão. Moradores da comunidade dizem que o tiro partiu de um dos policiais, quando houve abordagem a uma motocicleta roubada, ocupada por dois homens, que fugiram no momento da abordagem e houve o disparo por um dos policiais que integrava a equipe. A Polícia Militar nega essa versão. O coronel Mauro Fliess, porta-voz da corporação, diz que os militares foram atacados por traficantes da Fazendinha quando estavam em patrulhamento e que o crime será apurado dentro do rigor que o caso requer. “Não vamos recuar. Estamos no caminho certo. Estamos reduzindo o número de homicídios dolosos e lamentamos profundamente que pessoas como Ágatha e outras que perderam suas vidas. Lamentamos profundamente esse caso e prestamos solidariedade”, disse o oficial.
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