Brasil aposta no modelo híbrido e lidera tendência, no mundo

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Publicado Segunda, 06 de Maio de 2024 às 13:59, por: CdB

Nos EUA, o bilionário Elon Musk, que apostou no modelo elétrico convencional, tem criticado a solução. Mas sem sucesso, uma vez que as ações da Tesla, a companhia que monta os modelos 100% elétricos, permaneciam em tendência de queda, na sessão desta manhã, em Wall Street.


Por Redação - de São Paulo

 O dispositivo que pesa 38,4 kg instalado sob os assentos de parte dos carros produzidos na fábrica da Toyota em Sorocaba, a 100 km de São Paulo, garante a viabilidade dos automóveis brasileiros na preservação do meio ambiente. Trata-se da bateria de um motor elétrico adicionado ao carro. O mecanismo de freios gera a energia, armazenada na bateria, necessária ao sistema propulsor, que, por sua vez, auxilia ou mesmo substitui, ainda que por cerca de apenas 40 quilômetros, o motor a combustão. Para o restante do trajeto, entra em funcionamento o motor a combustão. No caso dos modelos da marca japonesa, o combustível pode ser gasolina ou etanol. A união das duas tecnologias torna o carro híbrido flex brasileiro mais econômico e menos poluente, a ponto de competir com um modelo elétrico, segundo apurou o diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, em reportagem especial divulgada nesta segunda-feira.




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Na linha de montagem da VW, os novos modelos elétricos e híbridos ganham mais espaço

"Na linha de montagem de Sorocaba – onde são produzidos os modelos Corolla e Corolla Cross –, o funcionário responsável por instalar a bateria extra é informado se deve acrescentá-la ou não por meio de computadores e de um papel colado na dianteira do veículo. Hoje, de cada dez carros produzidos ali, dois recebem a bateria. São, portanto, híbridos. Com o motor elétrico extra, os veículos híbridos emitem 39% menos de gás carbônico do que um carro normal abastecido com gasolina. Se for um híbrido flex (cujo motor a combustão funciona com etanol ou gasolina), a redução chega a 78%. A fabricante japonesa foi a primeira a produzir no Brasil, em 2019, esse tipo de veículo – uma das opções para o transporte urbano reduzir suas emissões", acrescenta o texto.


— A opção pelo híbrido flex ocorreu considerando a infraestrutura bastante distribuída por todo o Brasil para abastecimento de etanol. Por outro lado, a infraestrutura de recarga para carros elétricos no país é bastante deficiente — disse Roberto Braun, porta-voz da área de ESG da Toyota no Brasil.


 



Elétricos


 Além da Toyota, a maioria das montadoras que atuam no Brasil optou para que o país apostasse nos carros híbridos, em detrimento dos elétricos. Até pouco tempo, isso fez com que o Brasil fosse visto como atrasado na corrida pela descarbonização do setor. Agora, porém, o país "pode se mostrar tranquilo por ter defendido, desde o início, uma transição com carros híbridos abastecidos com etanol. Os recentes movimentos de pressão contra a eletrificação dos veículos na Europa e nos Estados Unidos colocam o Brasil nessa posição mais confortável no processo de descarbonização do transporte", acrescenta.


— Países desenvolvidos que saíram na frente colocando metas para o fim da produção de veículos a combustão e partiram para altos investimentos na fabricação de elétricos, além de vultosos subsídios para a compra desses modelos, hoje estão reavaliando prazos. As vendas de elétricos estão desacelerando em vários mercados, em parte por causa do fim de incentivos governamentais e da falta de infraestrutura para recarga — acrescentou.


Nos EUA, o bilionário Elon Musk, que apostou no modelo elétrico convencional, tem criticado a solução. Mas sem sucesso, uma vez que as ações da Tesla, a companhia que monta os modelos 100% elétricos, permaneciam em tendência de queda na sessão desta manhã, em Wall Street.



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