Mulher que motivou debate sobre eutanásia morre na Índia

Arquivado em:
Publicado Segunda, 18 de Maio de 2015 às 10:54, por: CdB
aruna.jpg
A enfermeira indiana Aruna Shanbaug
  A enfermeira indiana Aruna Shanbaug, que ficou 42 anos em coma, morreu nesta segunda-feira, na Índia, aos 66 anos, vítima de complicações respiratórias devido a uma pneumonia. O caso dela ficou conhecido mundialmente por ter provocado mudanças nas leis indianas sobre as possibilidades da eutanásia e debates sobre o tema. Aruna Shanbaug sofreu lesões cerebrais e estava em estado vegetativo em um hospital de Mumbai, maior e mais importante cidade da Índia, desde que foi estrangulada e estuprada pelo então faxineiro de um hospital indiano Sohanlal Bharta Valmiki, em 1973. Valmiki foi preso e cumpriu sete anos de prisão e vive em liberdade. O caso de Shanbaug marcou o debate sobre a eutanásia depois que a jornalista Pinki Virani, amiga da enfermeira, recorreu ao Supremo Tribunal do país, em 1999, para que fosse autorizada a eutanásia. Até então, a legislação indiana não autorizava o procedimento. Em 2011, o Supremo Tribunal autorizou a eutanásia passiva – quando os cuidados médicos para prolongar a vida do paciente são interrompidos – em casos excepcionais de doentes em fase terminal. Como condição prévia, o pedido tem que ser feito pela família e supervisionado por médicos e pela Justiça. Ao impor a supervisão do ato, o Supremo Tribunal pretendia evitar que parentes acelerassem a morte de doentes terminais por questões financeiras, por exemplo. A Justiça da Índia, no entanto, rejeitou o recurso de Virani para suspender a alimentação artifical dada a Aruna Shanbaug, pois a jornalista não podia apresentar o pedido no lugar da família da enfermeira. Na semana passada, Aruna Shanbaug, que foi assistida por médicos e enfermeiros nas últimas quatro décadas, foi transferida para a unidade de terapia intensiva (UTI) e passou a respirar por meio de aparelhos devido a uma pneumonia. Segundo um porta-voz do hospital, ela morreu por complicações da doença pulmonar.
Tags:
Edição digital

 

Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.

Concordo