Inflação do aluguel dispara e já supera a marca dos 37% em 12 meses

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Publicado Sexta, 28 de Maio de 2021 às 14:30, por: CdB

A alta de abril para maio foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 5,23% em maio, acima do 1,84% de abril. Houve altas também no Índice de Preços ao Consumidor, que mede comportamento do varejo e que passou de 0,44% em abril para 0,61% em maio.

Por Redação - de São Paulo

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel do país, subiu 4,10% em maio. Com a taxa, que é superior ao 1,51% do mês anterior, o índice acumula altas de 14,39% no ano e de 37,04% em 12 meses. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), em maio de 2020, o IGP-M registrava taxas de 0,28% no mês e de 6,51% em 12 meses.

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O reajuste do aluguel, na maioria dos contratos, é calculado com base na variação do IGP-M

A alta de abril para maio foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 5,23% em maio, acima do 1,84% de abril. Houve altas também no Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo e que passou de 0,44% em abril para 0,61% em maio, e no Índice Nacional de Custo da Construção, que subiu de 0,95% para 1,80%.

Contratos

A variação do IGP-M de maio terá efeito sobre os contratos de locação com vencimento em junho. Caso os proprietários decidam aplicar integralmente o reajuste, um aluguel que hoje está em R$ 2.000 passará a custar R$ 2.740,8 no pagamento do mês de julho.

Ainda de acordo com a FGV, os preços de commodities negociadas em dólar voltaram a pressionar a inflação ao produtor, um dos três componentes do IGP-M. Para chegar ao índice, a FGV faz uma média das variações de preços ao consumidores, aos produtores e à construção civil.

No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), cinco das oito classes de despesas tiveram variação positiva em maio. A maior influência veio dos gastos com habitação, devido à alta da tarifa de energia elétrica. De um avanço de 0,06% em abril, a conta de luz saltou 4,38% em maio, na participação nos orçamentos familiares.

Construção civil

Outro componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC) apresentou alta de 1,80%. Os três componentes do índice (materiais e equipamentos, serviços e mão de obra) tiveram variação positiva em maio.

De acordo com o estudo da FGV, a alta acumulada entre materiais, equipamentos e serviços é de 27,02%. Em maio, as principais pressões sobre a inflação da construção vêm de tubos e conexões de ferro e aço – variação mensal de 9,40% – e de PVC, com alta de 5,37%. O setor da construção civil tem cobrado do governo federal medidas para amenizar o impacto de sucessivas altas de preços de produtos feitos em aço.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) pediu ao Ministério da Economia e à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a redução temporária do imposto de importação na expectativa de criar um "choque de oferta" que reduza os preços dos insumos.

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