Levantamento mostra que economia gaúcha foi arrasada pelo clima

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Publicado Terça, 14 de Maio de 2024 às 20:07, por: CdB

Entre as alternativas estudadas por empresários está uma lei aprovada na pandemia de covid-19 que permite uma série de medidas para mitigar os prejuízos causados pelas enchentes. Entre elas, compensar dias não trabalhados com antecipação de férias e feriados e a queima de horas extras acumuladas dos funcionários.


Por Redação - de Porto Alegre

As enchentes no Rio Grande do Sul afetaram a ampla maioria das empresas da região e o Estado gaúcho tende a passar por uma quebradeira generalizada do setor produtivo, com o consequente empobrecimento regional, em um prazo curto de tempo.

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A chuvas no Rio Grande do Sul atingiram em cheio a economia do Estado


Com a decretação de calamidade pública em 441 dos 497 municípios gaúchos, segundo estudo promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), mais de 90% das plantas industriais estão debaixo d’água, o que significa uma década perdida para os gaúchos.

Entre as alternativas estudadas por empresários está uma lei aprovada na pandemia de covid-19 que permite uma série de medidas para mitigar os prejuízos causados pelas enchentes. Entre elas, compensar dias não trabalhados com antecipação de férias e feriados e a queima de horas extras acumuladas dos funcionários.

De acordo com a Fiergs, toda a atividade econômica do Estado foi impactada pelas chuvas e os municípios atingidos correspondem a pelo menos 83% do recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal fonte de arrecadação da administração pública.

 

Funcionários


A situação mais crítica é de empresas que estão situadas em locais ainda alagados, que geralmente têm o corpo de funcionários que mora em locais próximos e estão desabrigados ou em casas de parentes. Diante esta realidade, a produção está suspensa e empresários buscam soluções para não interromper o fornecimento de seus produtos, com terceirizações e renegociação de prazos.

As empresas que não foram atingidas pelas cheias dos rios também calculam um prejuízo consistente, diante dos problemas de logística e de funcionários que tiveram suas casas afetadas. A obstrução de vias também aumenta a dificuldade de escoamento da produção.

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