Parcela da Igreja Católica apoia a greve geral contra governo Temer

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Publicado Domingo, 23 de Abril de 2017 às 10:16, por: CdB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), instância máxima da Igreja Católica, no país, também emitiu uma nota de apoio à greve geral, aprovada em seu Conselho Permanente

 

Por Redação, com ACSs - de Brasília e João Pessoa

 

Além do apoio de segmentos operários capazes de paralisar os transportes, a indústria e o comércio, no país, a greve geral convocada para o próximo dia 28, sexta-feira, conta também com parcela da Igreja Católica. Após manifesto publicado, na semana passada, o arcebispo da Paraíba dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, recém-integrado como novo arcebispo do Estado, divulgou mensagem, neste domingo, na qual convoca os trabalhadores a participar das manifestações contra as reformas neoliberais do governo do presidente de facto, Michel Temer.

— Sabemos que esta reforma implica em tirar direitos adquiridos dos trabalhadores e assegurados na Constituição de 1988. Convocamos todos os trabalhadores a participar desta grande manifestação, dizendo a palavra que o povo não aceita a reforma da Previdência nos termos que estão anunciando — afirmou o arcebispo.

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O arcebispo da Paraíba, dom Manoel Delson, convocou os fiéis à greve geral

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), instância máxima da Igreja Católica, no país, também emitiu uma nota, aprovada em seu Conselho Permanente, contrária à reforma da Previdência. O documento, datado de Março último, afirma que a seguridade não é uma concessão governamental. Mas, sim, direitos sociais conquistados com intensa participação democrática.

"Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT. Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil", diz trecho de nota conjunta divulgada por entidades.

Greve geral

A exemplo de dom Manoel, arcebispos em diversos Estados convocam os brasileiros para a greve geral, dia 28 de abril. O movimento é organizado por centrais sindicais e movimentos sociais, em todo o país. Repudia as reformas impostas por um governo instalado após a eclosão do golpe de Estado, em curso há um ano.

O Comitê das Igrejas de Belo Horizonte também convocou os brasileiros à paralisação. "A Igreja se posiciona firme e profeticamente contra as reformas que vão contra o nosso povo", destaca a mensagem.

O texto explica, ainda, as reformas da Previdência e Trabalhista, além da Lei da Terceirização, já aprovada. São medidas que, segundo os católicos, "desmontam direito sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro". Mas que, "infelizmente, a maioria dos nossos governantes não escuta. Não enxerga a realidade do nosso povo e, sem qualquer diálogo com a sociedade, impõe um conjunto de mudanças que afetarão a todos. Especialmente os mais pobres".

"É preciso reagir", convocam ainda. Os arcebispos da Paraíba e de Maringá (PR) também aderiram à greve. A publicação traz uma imagem do papa Francisco, e a mensagem: "Nenhuma família sem casa. Nenhum camponês sem terra. Nenhum trabalhador sem direitos".

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