Congresso instala CPMI do 8/1 e bolsonaristas veem situação arriscada

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Publicado Quarta, 26 de Abril de 2023 às 15:01, por: CdB

Tanto o governo quanto a oposição, no entanto, preparam-se intensamente para a batalha que se vislumbra para os próximos meses. Os líderes de ambos os lados estão testando nomes para compor o colegiado, traçando estratégias para ocupar os postos de comando e já começaram a tecer argumentos, discursos e alvos para debates e diligências.


Por Redação - de Brasília

Depois que o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), leu o requerimento de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas de 8 de Janeiro (8/1) nesta quarta-feira, em uma sessão conjunta da Câmara e do Senado, líderes bolsonaristas perceberam “o tiro no pé” que teria sido o apoio às investigações, revelou o deputado Lindbergh Faria (PT-RJ), cotado para integrar o colegiado.

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Presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) leu o requerimento que instala a CPMI do 8/1


Tanto o governo quanto a oposição, no entanto, preparam-se intensamente para a batalha que se vislumbra para os próximos meses. Os líderes de ambos os lados estão testando nomes para compor o colegiado, traçando estratégias para ocupar os postos de comando e já começaram a tecer argumentos, discursos e alvos para debates e diligências.

Fufuca

Nesta terça-feira, senadores dos dois blocos oposicionistas realizaram a primeira reunião voltada a listar prioridades, definir participantes e prever tarefas iniciais. Em paralelo, aliados do Planalto, sob a direção do ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), investiram tempo e influência para fechar o acordo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que vai determinar qual será a verdadeira potência deles na CPMI.

Em reunião com líderes, na véspera, Lira consagrou sua indicação do deputado aliado André Fufuca (PP-MA) para a relatoria. Mas a decisão não foi tomada e outros nomes ainda podem ficar com o cargo.

A sessão do Congresso para abertura da comissão foi convocada uma semana depois que o general Marco Gonçalves Dias pediu demissão do posto de ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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