Biden eleva impostos sobre produtos chineses, em setores estratégicos

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Publicado Terça, 14 de Maio de 2024 às 19:55, por: CdB

Nas próximas semanas, os EUA quadruplicarão a tarifação sobre veículos elétricos chineses para 100% e aproximadamente triplicarão a taxa sobre importações de aço e alumínio. As tarifações sobre semicondutores chineses serão dobradas a partir de 2025. A tarifa sobre células solares também será dobrada este ano para 50%.


Por Redação, com Reuters - de Washington

O governo do presidente Joe Biden passou a elevar, drasticamente, as tarifas sobre importações de produtos chineses, em especial os veículos elétricos, baterias e semicondutores, em esforço para proteger os empregos nos EUA antes das eleições de novembro.

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A Casa Branca tem elevado a tensão com Pequim, com o aumento nas tarifas de importação


Segundo a Casa Branca, a ação foi "cuidadosamente direcionada para setores estratégicos", que também incluíam alumínio e aço, minérios críticos, células solares, guindastes portuários e produtos médicos. As tarifas se aplicariam “a US$ 18 bilhões em produtos chineses”, descreveu o comunicado divulgado nesta terça-feira.

Nas próximas semanas, os EUA quadruplicarão a tarifação sobre veículos elétricos chineses para 100% e aproximadamente triplicarão a taxa sobre importações de aço e alumínio. As tarifações sobre semicondutores chineses serão dobradas a partir de 2025. A tarifa sobre células solares também será dobrada este ano para 50%.

 

Revisão


A decisão foi anotada, de imediato, por Pequim, hoje o maior fornecedor de diversos produtos aos norte-americanos em tecnologias limpas, incluindo carros elétricos e suas baterias, com o menor custo. A medida amplia uma revisão plurianual de tarifas sobre US$ 300 bilhões em mercadorias chinesas impostas pelo ex-presidente Donald Trump como parte de sua guerra comercial com o país.

Autoridades norte-americanas disseram que administração Biden decidiu manter grande das outras tarifas de Trump em vigor. Segundo Lael Brainard, conselheira econômica da Casa Branca, a ação "garantirá que investimentos históricos em empregos, estimulados pelas ações do presidente Biden não sejam prejudicados por uma inundação de exportações injustamente subvalorizadas da China".

O governo chinês, por conseguinte, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, diz que o país se opõe, consistentemente, aos aumentos unilaterais de tarifas que violam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e "tomará todas medidas necessárias para resguardar seus direitos e interesses legítimos".

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